A Rômulo (meu amigo inspirador)
Não, não quero me perder em meio aos obstáculos. Desejo mudar o rumo, encontrar a saída, desprender esforços e caminhar.
Chega de ficar em casa. Que tal um barzinho ou um forró pé de serra!?
Chorar? Só pontualmente. Para higienizar a alma, livrando-me das impurezas com as quais alguns caminhos me marcaram.
Preconceito? Um senhor cruel que nos impede de viver. Pretendo ignorá-lo e buscar aquilo que me faz feliz.
Esconde, esconde... Brincadeira infantil que, por vezes, compõe o universo adulto. Sou uma mulher e desejo conquistar o mundo. Nada de me esconder!
A vida é como um filme e, neste, temos dois caminhos: ser coadjuvante ou protagonista. Enquanto no primeiro corremos o risco de ser esquecidos, no segundo podemos ser a razão da história.
Um caminho errado nos traz insatisfação e enxergamos inadequações – “me visto mal, falo bobagens, estou fora de forma...” – Às vezes o inadequado é o caminho. Então, é hora de mudar o rumo!
Trabalho e vida, vida e trabalho são elementos indissociáveis que nos fortalecem, compondo a nossa atividade no mundo. Trata-se de uma estrada rumo a realizações individuais e coletivas. Presto serviço à sociedade, ajudo a desvendar caminhos...
Quando me sinto mal, sem rumo, desiludida... O jeito é aceitar, compreender que, como a tempestade, esse é um fenômeno natural que vai passar. E aí, sim! Quando passar... Iniciar uma nova caminhada.
Sim. Quero um caminho no qual eu possa sentir a luz do sol e a vibração das cores da vida.
Amigo, amigo! Desejo lhe falar “Deus dará de volta tudo pra você!” Essa música diz muito: devemos sempre nos empolgar diante de novos sonhos, diante de novos caminhos...
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Homens de ontem, mulheres de hoje?!
Domingo. Redes armadas. Várias amigas. Assunto: bolo de aniversário, filhos e afazeres domésticos. Cachorro-quente vai, filho vem, quando uma amiga sugere a outra:
- Já que o seu marido não quer comer o bolo, que tal levar uma porção para casa?
- Ele não está nem me querendo, quanto mais o bolo!
O silêncio se integra a risada coletiva e aos entreolhares e a amiga desavisada desabafa e desaBROXA!!!!!
Certa vez, em um dia dos namorados, preparara uma noite que teoricamente seria inesquecível e foi!!!
- Comprei velas perfumadas na cor verde, cobri a cama com um lençol branco, comprei cerveja e vinho, comprei gelo (quebrei a braço!) e coloquei num balde de manteiga envolto a uma toalha branca (não tinha aqueles chiques). Apaguei a luz e o esperei com as velas acesas e uma lingerie branquinha, bem enxeridinha (destaca), o meu marido entrou e disse [...]
- Quem morreu aqui?
-BROXEI!!!! O jeito foi assistir TV.
Em outro momento, após namorarem no carro (ADOROU!) liga para o marido e diz que estava pensando nele:
-Vai procurar o que fazer mulher!
Sem saber se ria ou chorava com a relação conjugal da amiga, o grupo se surpreende com a declaração de outra colega:
- Se fosse eu rasgaria a lingerie, me jogaria sobre ele e diria ENTÃO PEGUE!
Não deu para segurar e a risada coletiva rompeu todo o silêncio melancólico que a BROXADA feminina ocasionara.
A conversa seguiu com algumas dicas para atrair o marido e oportunizar a renovação da paixão:
- Já fez de tudo?!
- Que tal explorar os fetiches! Tem um motel ali que é o que há...
A amiga que BROXara e continuara com a libido adormecida conclui:
- Não adianta, tou morta!
Então surge uma declaração coletiva e por que não dizer compadecida:
- Amiga também pode ser salva-vidas!!!!! Visitas ao sexshop e conversas sobre prazer podem desaBROXÁ-lo e fazer a SUA vida vir à tona...
- Já que o seu marido não quer comer o bolo, que tal levar uma porção para casa?
- Ele não está nem me querendo, quanto mais o bolo!
O silêncio se integra a risada coletiva e aos entreolhares e a amiga desavisada desabafa e desaBROXA!!!!!
Certa vez, em um dia dos namorados, preparara uma noite que teoricamente seria inesquecível e foi!!!
- Comprei velas perfumadas na cor verde, cobri a cama com um lençol branco, comprei cerveja e vinho, comprei gelo (quebrei a braço!) e coloquei num balde de manteiga envolto a uma toalha branca (não tinha aqueles chiques). Apaguei a luz e o esperei com as velas acesas e uma lingerie branquinha, bem enxeridinha (destaca), o meu marido entrou e disse [...]
- Quem morreu aqui?
-BROXEI!!!! O jeito foi assistir TV.
Em outro momento, após namorarem no carro (ADOROU!) liga para o marido e diz que estava pensando nele:
-Vai procurar o que fazer mulher!
Sem saber se ria ou chorava com a relação conjugal da amiga, o grupo se surpreende com a declaração de outra colega:
- Se fosse eu rasgaria a lingerie, me jogaria sobre ele e diria ENTÃO PEGUE!
Não deu para segurar e a risada coletiva rompeu todo o silêncio melancólico que a BROXADA feminina ocasionara.
A conversa seguiu com algumas dicas para atrair o marido e oportunizar a renovação da paixão:
- Já fez de tudo?!
- Que tal explorar os fetiches! Tem um motel ali que é o que há...
A amiga que BROXara e continuara com a libido adormecida conclui:
- Não adianta, tou morta!
Então surge uma declaração coletiva e por que não dizer compadecida:
- Amiga também pode ser salva-vidas!!!!! Visitas ao sexshop e conversas sobre prazer podem desaBROXÁ-lo e fazer a SUA vida vir à tona...
Verdade e Luto
É duro chegar ao momento em que se percebe a ilusão tomando forma, se fazendo concreta. Não, não há aquele amor! Aquela busca por ser, ou encontrar alguém especial, chega ao fim. MORRE.
E, se não contamos mais com a ilusão do grande amor, com a ideia de que, em todo o planeta Terra, Deus designou alguém que irá nos fazer feliz, nos amar... Resta-nos a banalização?!
A banalização do olhar?
A banalização do encontro?
A banalização do beijo?
A banalização do amor ou, nessas circunstâncias, do sexo?
Preciso me apegar a essa VERDADE que despida machuca e faz chorar ou, simplesmente, querer?!
Querer sonhar?
Querer acreditar?
Querer amar e, reciprocamente, ser amada?
Pensando em QUERER busco aceitar, me conformar com a verdade, seja ela qual for... Dolorosa, ou não, se faz necessária e faz crescer (assim espero!).
Começa a me faltar fôlego para novamente “amar”, me iludir ou sonhar. Será a verdade a me assombrar?!
A possibilidade de banalização me faz entristecer, quase fenecer... Algo em mim precisa morrer para que eu venha a banalizar e, então, não serei mais EU!
Entro em LUTO e luto para viver...
E, se não contamos mais com a ilusão do grande amor, com a ideia de que, em todo o planeta Terra, Deus designou alguém que irá nos fazer feliz, nos amar... Resta-nos a banalização?!
A banalização do olhar?
A banalização do encontro?
A banalização do beijo?
A banalização do amor ou, nessas circunstâncias, do sexo?
Preciso me apegar a essa VERDADE que despida machuca e faz chorar ou, simplesmente, querer?!
Querer sonhar?
Querer acreditar?
Querer amar e, reciprocamente, ser amada?
Pensando em QUERER busco aceitar, me conformar com a verdade, seja ela qual for... Dolorosa, ou não, se faz necessária e faz crescer (assim espero!).
Começa a me faltar fôlego para novamente “amar”, me iludir ou sonhar. Será a verdade a me assombrar?!
A possibilidade de banalização me faz entristecer, quase fenecer... Algo em mim precisa morrer para que eu venha a banalizar e, então, não serei mais EU!
Entro em LUTO e luto para viver...
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Fora do Ar
Frustração. Constrangimento. Dúvida. Questionamento.
Mania de refletir!
“Estou dividida entre a razão e a emoção ou entre o controle e o sentimento?”
Ei, cuidado!
Senti um impacto invasivo e por que não dizer doloroso. Fui atropelada pelas reflexões alheias que, de repente, ganharam vida em mim, em meus conflitos interiores: “Ser livre não nos permite NÃO ESCOLHER”.
Oh, não! Por quê?
Abro o MSN e, mais uma vez, sou acometida pelas reflexões de outrem “ É a liberdade que nos prende”.
Como assim? Já não sei mais se ser livre me agrada.
Tento escolher, mas dói. Ficar presa angustia.
O que fazer?
Passa o tempo. Resolvo relaxar. Bater papo com um amigo inspirador. Quero escrever, criar, reinventar... Ele me diz “Só escrevo quando estou livre. Livre para chorar, sorrir... Para me mostrar!
Mais confusão! Se para escrever preciso estar livre, volto a me perguntar QUERO, OU NÃO, ESCOLHER?
Preciso!!!! Não consigo integralmente... Então, fico fora do ar e esta crônica se põe a me mostrar...
Mania de refletir!
“Estou dividida entre a razão e a emoção ou entre o controle e o sentimento?”
Ei, cuidado!
Senti um impacto invasivo e por que não dizer doloroso. Fui atropelada pelas reflexões alheias que, de repente, ganharam vida em mim, em meus conflitos interiores: “Ser livre não nos permite NÃO ESCOLHER”.
Oh, não! Por quê?
Abro o MSN e, mais uma vez, sou acometida pelas reflexões de outrem “ É a liberdade que nos prende”.
Como assim? Já não sei mais se ser livre me agrada.
Tento escolher, mas dói. Ficar presa angustia.
O que fazer?
Passa o tempo. Resolvo relaxar. Bater papo com um amigo inspirador. Quero escrever, criar, reinventar... Ele me diz “Só escrevo quando estou livre. Livre para chorar, sorrir... Para me mostrar!
Mais confusão! Se para escrever preciso estar livre, volto a me perguntar QUERO, OU NÃO, ESCOLHER?
Preciso!!!! Não consigo integralmente... Então, fico fora do ar e esta crônica se põe a me mostrar...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O sentido da vida
Em 2009.2
Às vezes me pergunto - “Qual o sentido da vida?” – viver, sobreviver, manter a espécie...
Não sei... Difícil dizer!
Hoje tenho 28 anos, uma filha de quatro anos, um trabalho, muita coisa para estudar e múltiplas necessidades. Sim! Meus anseios se modificaram e se transformam sempre.
Quando criança bastava-me o amor materno e a segurança que este oportunizara.
Na adolescência o desejo de liberdade, a busca pela autonomia, o sonho de encontrar um “príncipe encantado” e de ser por ele amada mantinham-me firme na caminhada.
No início da vida adulta a busca pela admiração e reconhecimento alheios, bem como a garantia de uma carreira sólida no âmbito acadêmico e profissional me fizeram lutar.
Enquanto mãe o infinito envolvimento com o caminho rumo à sensação de estar fazendo o “certo” (ao educar) me orienta a um “viver” diferenciado e indescritivelmente solidário.
Hoje?! Vejamos...
Menina bonita, criança esperta!
Adolescente romântica e por que não dizer problemática?
Mulher moderna, que se garante: trabalha, estuda, cuida da filha, administra a casa...
É?! Não apenas...
Mulher sozinha, que tem medo, fica deprimida e chora. Sim, admito! Choro. Choro com saudades, choro por arrependimento, por amor, por medo. Eu choro...
Vivo e sobrevivo, durmo e acordo, caio e levanto, escrevo e apago, revivo, espero, desejo, necessito...
O que devo buscar? Onde devo procurar? Quando vou com a satisfação encontrar?
Tenho quase 30 anos e ainda busco amor de mãe, de pai, de filha e – por que não dizer – do velho príncipe encantado que habitara minha adolescência...
Não posso dizer que não sou feliz, algo dentro de mim não permite (quanto não! Ponto de reflexão). Tenho tantas coisas, fiz tantas conquistas...
Mas, ainda sinto uma falta, uma necessidade em aberto, algo que não consigo identificar.
Será que esse é o sentido da vida?! Buscar algo – mesmo sem saber – que não temos...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Crise existencial em versos
Contradições!? (setembro/2009)
Me sinto fraca
Demonstro força
Meu corpo dói
Falo grosso
Quero dormir
Não consigo
A insatisfação
Toma conta de mim
Não estou feliz comigo
Como, jogo, me afobo
Não gosto de jogar
Não tenho fome
Não desejo maltratar
O que há comigo?
Tenho um amor
Quero que fique perto
Quero que fique longe
Não sei o que fazer
Meus sentimentos são tortos
E posso fazer os do outro mortos
Às vezes acordo triste
Sem vontade de ver ou ouvir
Não, mas nunca pensei em morrer
Quero viver!
Busco uma plenitude
Busco atitude para alcançá-la
Mas, como?
O que devo fazer?
Parece que sou aberta e sincera
Mas, no fundo...
No que tenho de mais profundo
Não me deixo conhecer
Me sinto invadida
Parece que estou a esconder
Algo que nem eu conheço
Um ponto fraco
Então, ataco!
A razão carente (setembro/2009)
O amor
O desejo
O apego
Que pelejo...
Calor!?
Quentura!
A jura...
A censura
Que perdura.
Ah, o medo!?
O sentir
O cair
O ferir
Faz partir...
Que razão?
O coração!?
A emoção!
A comoção
Que me nega ou não.
Nego
Renego
Sem jeito
Rejeito.
Afirmo
Insisto
Refuto
E busco...
Inconsciente
Intermitente
O desejo inexistente
Que anuncia a razão carente.
O grito (setembro/2009)
Pensar sobre satisfação
É desvelar meu coração
É ver a mentira
Que habita em mim
É invadir meu próprio ser
Que outrora ignorei
Por que não pensei?
Pensar!?
Invasão agressiva
Dor desconhecida
Mexer em ferida...
Me conhecer
Me enlouquecer
Querer... Isso existe?
Não encontro
Fico triste
Quero querer a vida
Que não encontro à vista
Ou ao ouvido
E o sentido?!
Sim, o sentido
Não encontro...
Cogito, regurgito
GRITO!!!!!!
Quem sou eu? 2010.2
Quem sou eu
O que é tipicamente meu
O que de mim
Não apareceu?
Devo me permitir
Ir e vir
Simplesmente sentir
E esperar o "por vir".
Fazer o que intuir
Chorar ou sorrir
Viver a verdade
Descobrir a sinceridade...
Sem dor, sem culpa
Explícita ou oculta
Pois o meu grande temor
É não saber quem eu sou.
Não me conheço,
Não completamente
E sinto, de repente,
Algo novo em mim.
Sorrir ou refletir, eis a questão...
Antes que a anestesia acabe
Final da aula. Cem quilômetros a percorrer até em casa. Buracos na estrada. A música do créu. Oh, meu Deus! Além disso, um grande ponto de interrogação: o que é paixão?
Você chega em casa. Pensa em dormir. É quando ouve uma voz eufórica "Mãe, já está de manhã?". Outra interrogação que não lhe permite descansar.
O relógio marca meia-noite e vinte. "Filha, o que é paixão?" E ela fala com tom autoritário "Eu não vou dizer, quero DVD". Aquilo consegue inquietá-la ainda mais. "Só vai assistir se responder". "Tá bom! Paixão são duas pessoas que namoram, mas paixão não é namorar, é casar".
Aquilo lembra as recomendações maternais: paixão é ilusão, é engano. Você reflete: paixão, engano e casamento... Tudo a ver! Por que não ouvi os conselhos da mamãe?
São duas horas da manhã. A criança dorme. As luzes se apagam. O despertador toca num abrir e fechar de olhos.
São seis horas da matina.
A hora está avançada. Você sai. Algumas pessoas da família, como que se confraternizando, falam que não há novidades, não se tem o que fazer ou sobre o que falar.
Dona Augusta, minha avó com 87 anos, está na janela com olhar curioso. Então lhe pergunto "Vó, o que é paxão?" Ela torce a boca e diz "Isso é um troço qualquer, uma mentira que inventaram para enganar os bestas".
Um primo interfere: Paixão existe, mas é um momento de fraqueza. É mentira, pois se acredita não poder viver sem alguém. Tem cabimento?".
São sete horas. O atraso ao trabalho fica cada vez mais próximo. Não dá para sair dali. Fui enganada, fui fraca, vivi uma mentira.
Nesse momento, uma prima diz "A paixão acontece quando o coração dispara, se perde o chão, se sente calafrios. É como uma anestesia".
Chica, uma senhora que vive pegando carona nas refeições na casa da minha vó, entra na conversa e diz "Entonce é bom!".
A prima, que acabara de definir paixão e contara com a apreciação de Chica, se surpreende ao ouvir do seu marido "Bom?! É pura enganação. Você não conhece o outro, fica cego e não reconhece os seus defeitos. Tudo é mil maravilhas. Depois...".
A prima arregalou os olhos. Pensei: o efeito da anestesia que lhe aplicaram está findando.
Sete e trinta. Você já está atrasada, então corre. Mas não vai ao trabalho, sai à procura do seu marido. Melhor separar antes que a anestesia acabe totalmente...
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